
Talvez você pense que, para realizar o perdão, é necessário que os desafetos se encontrem, dialoguem, aceitem-se as desculpas mutuamente, esqueçam o passado, deêm-se as mãos e comecem nova vida.
O perdão não exige nada disso. Nem de sua parte, nem da parte do outro, e nem dos dois juntos. É ato unilateral.
Não se pergunte se o outro aceitára o seu perdão ou se mudará de atitude. O problema do outro é problema do outro.
Não há sequer necessidade de que você expresse o perdão ao outro. É ato unilaterl, que pode ser isolado e silencioso. Basta que você elimine este mal da sua mente,
nada mais que isso.
Faça esta mentalização e você experimentará um indizível alegria.
Longe de ser capitulação ou covardia, perdoar é gesto de grandeza e heroísmo. Se o outro não tem essa capacidade espiritual, não se admire. Você perdoou porque é forte,
e tem muita luz no seu coração.
Perdão tem aver com você, com sua mente, com seu coração. É estado íntimo de libertação, de amor e de boa vontade, isto sim.
(Lauro Trevisan)
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